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MENSAGEM DO PRESIDENTE

COMPROMISSO COM O FUTURO: CONSOLIDAR, UNIR, CRESCER!

O quadriénio 2010-2014 constituiu um período de enormes dificuldades para o CAB. Apesar dos sucessos alcançados em várias frentes, não só no âmbito desportivo, mas também no âmbito social, a verdade é que, em várias ocasiões, o clube teve que lutar arduamente pela sua sobrevivência.

A todos esses desafios, o clube soube responder de forma capaz, garantindo que as portas ficariam abertas e que seria sempre dada a continuidade à Missão que a nossa instituição professa há mais de três décadas de História: formar gerações de jovens e crianças para o Basquetebol e para a Vida.

É claro e inquestionável que nem tudo o que foi feito em 2010-2014 foi perfeito. Pelo contrário, a dureza dos desafios enfrentados, a pressão que os mesmos colocaram sobre os processos de decisão e a margem nula de manobra com que, vez após vez, o clube foi confrontado, exigiram, dos seus dirigentes, celeridade na resposta e na acção, as quais, por várias vezes, nem sempre eram as mais desejáveis, mas apenas as possíveis.

Porém, e apesar de alguns erros, muitos deles inevitáveis, o CAB pode orgulhar-se de muito do que foi feito em 2010-2014, dos contributos realizados nesse período para a História dos ‘Amigos do Basquete’ e do maior de todos os troféus conquistados: a nossa sobrevivência.     

Mas, porque, mais importante do que falar do que se passou, é aprender com tudo o que se passou e projectar um futuro ainda mais sólido, este documento é apresentado no sentido de estabelecer, de forma clara e coerente, as linhas gerais que irão orientar a acção colectiva da Direcção do CAB no quadriénio 2014-2018. Apesar da complexidade dos objectivos que traçamos para nós mesmos, não duvidamos da nossa competência para os cumprir nem da capacidade do clube, como um todo, caminhar um trilho de trabalho, progresso e crescimento. Afinal, como nos lembra Augusto Branco, “A vida é feita de desafios. Quem nunca enfrentou desafios apenas passou pela vida e não viveu.”

Porque sempre fomos e queremos continuar a ser um clube sem receio de enfrentar desafios, estabelecemos, para o período 2014-2018, as seguintes dez metas e objectivos:

  1. Equilibrar a estrutura financeira 
  2. Diversificar as fontes de rendimento
  3. Fortalecer a Missão Formadora
  4. Promover a Formação como um processo colectivo
  5. Participar com dignidade e competitividade nas provas nacionais
  6. Aumentar o contributo de atletas regionais para as equipas séniores
  7. Solidificar o CAB como um clube social
  8. Unir
  9. Cultivar relações de excelência com todos os agentes desportivos
  10. Fomentar valores e princípios

 

1) Equilibrar a estrutura financeira

Como resultado de quatro anos de grande instabilidade no financiamento público ao Desporto, por razões sobejamente conhecidas, a estrutura financeira do CAB degradou-se e está, hoje, mais fragilizada. É caso para dizer que pagamos bem caro o custo da nossa sobrevivência, e, agora que esta está garantida, temos que investir os nossos esforços na recuperação financeira do clube e na estabilização das nossas contas.

Neste âmbito, iremos eliminar, por completo, o nosso passivo bancário e liquidar as dívidas inevitavelmente contraídas junto de credores privados. Entendemos que este é um passo necessário para preparar todo e qualquer futuro, pois, sem a necessária e imperativa estabilidade financeira, qualquer outro objectivo que nos proponhamos realizar correrá sempre o risco de ser inconsequente e imaterializável.  

2) Fortalecer a Missão Formadora

Como foi já referido, formar pessoas para p Basquetebol e para a Vida tem sido, ao longo de mais de trinta anos, a razão de ser do CAB e um desígnio que temos cumprido com sucesso. Para 2014-2018, o clube continuará a investir grandemente na Formação com dois objectivos diferentes: por um lado, assegurar a preparação de atletas com a capacidade técnica e táctica, assim como com as características físicas, necessárias para integrar os planteis séniores; por outro lado, garantir a transmissão, a todos os atletas, de Valores e de Princípios necessários para conduzir uma Vida digna, não só no âmbito do basquetebol, mas também, fora dele.

Para atingir estes dois objectivos, o clube tem de ser capaz de olhar para os seus escalões de Formação com uma visão crítica, reconhecendo os aspectos menos positivos, reforçando os pontos fortes e trabalhando de forma dedicada para que as questões pendentes sejam, a tempo e eficazmente, solucionadas. Por outras palavras, temos de ter a coragem de aceitar o que está menos bem e de trabalhar com empenho para resolver esses aspectos, robustecendo, assim, o nosso Processo Formativo e elevando-o ao nível de excelência, que é onde pode e deve estar. Essa excelência exige-se, também, ao nível dos resultados desportivos, pelo que se impõe que todos os nossos escalões de formação continuem a ser referências em todas as competições em que estão envolvidos.

3) Promover a Formação como um processo colectivo

A Formação de crianças e jovens para o Basquetebol e para a Vida não é um processo que recai, unicamente, sobre o clube e sobre os seus agentes. Pelo contrário, é processo que, para ser eficaz, deve incluir, também, as famílias dos atletas, especialmente os seus encarregados de educação. Porque acreditamos que assim deve ser, iremos continuar a promover a Formação do CAB como um processo onde os pais dos nossos atletas desempenham um papel primordial, contribuindo construtivamente para o crescimento dos atletas, seus filhos e filhas, e, dessa forma, ajudando o clube a ser, cada vez mais, um polo congregador de centenas de famílias que partilham pelo CAB e pelo basquetebol um carinho muito especial.

4) Solidificar o CAB como um clube social

A grandeza de um clube não se mede, somente, pelo seu sucesso no panorama desportivo, mas também pela sua capacidade de se associar a causas e a iniciativas que enobrecem a sociedade. Também neste aspecto, o CAB tem trilhado um caminho digno, apoiando causas como o autismo, a pobreza, a fome, a luta contra o cancro e o apoio a pessoas com necessidades especiais. Para o futuro, este envolvimento tem de ser mantido, e, sempre que possível, reforçado.

Para todos os efeitos, o CAB não pode, nem deve, ser só basquetebol. Como qualquer instituição receptora de apoios públicos, é nosso dever retribuir à sociedade o que dela recebemos, especialmente aos cidadãos que lutam contra problemas graves e que limitam o conforto e bem-estar das suas vidas. Ciente disto, o CAB continuará a organizar e a marcar presença junto de iniciativas de carácter solidário e cujos proveitos revertem para pessoas carenciadas e instituições idóneas. 

Num outro âmbito, em 2014-2018, o clube tem de manter as noções de proximidade que tem cultivado junto dos sócios, dos simpatizantes, dos funcionários, dos atletas e de todas as famílias cujas vidas se cruzam com aquela da nossa instituição. De forma alguma podemos perder o espírito de Família que temos nutrido e mantido com grande sucesso. Para o futuro, o lema ‘Uma Família de Famílias’ deve ser conservado como princípio importante da nossa acção colectiva, desenvolvendo o clube todos os esforços e iniciativas para que o mesmo seja sentido e aplicado ao nosso quotidiano.

5) Participar com dignidade e competitividade nas provas nacionais

Neste momento, a representação do CAB nas competições nacionais é realizada por quatro equipas diferentes, estando duas delas a competir nos escalões máximos dos respectivos géneros (Liga Feminina e Liga Masculina) e as outras duas a competir em escalões inferiores. Cada uma destas equipas desempenha um papel importante na estrutura do clube, não só projectando o nome e o trabalho da Formação do CAB para o panorama nacional (no caso das equipas que competem nas Ligas), mas também operando como uma plataforma intermédia importante entre o Processo Formador e as equipas profissionais e semi-profissionais (no caso das equipas que competem em divisões inferiores).

Pelo contrário, tudo faremos para garantir que todas as representações nacionais decorrerão com a dignidade que é sinónima do nome ‘CAB’, e, fazendo investimentos cautelosos, controlados e sempre sustentados iremos ser muito competitivos em todos os contextos e competições em que tal nos seja possível, ainda que nunca permitindo que a ambição desportiva constitua uma ameaça às finanças do clube.

6) Aumentar o contributo Madeirense para as equipa séniores

Porque o CAB é um clube Madeirense que tem por missão fundamental a Formação, a integração de atletas regionais e formados no clube é uma fonte de satisfação e de orgulho para toda a nossa instituição.

Ao longo dos últimos anos, a Equipa Feminina tem comprovado que é possível competir ao mais alto nível com uma equipa maioritariamente composta por Madeirenses. Em 2014-2018, este modelo deve ser mantido, e, sempre que possível, a formação da Equipa Feminina deve ser feita com base na ideia de que iremos recorrer à contratação de jogadoras não-Madeirenses apenas para colmatar défices que possamos ter em termos de altura e força.

O mesmo modelo deve começar a ser implementado no sector masculino, apostando mais nos atletas regionais e concedendo-lhes as oportunidades que necessitam para se afirmar nos patamares mais elevados da competição nacional. Essa afirmação quer-se reflectida em termos de minutos reais de jogo e de participações significativas para a produção desportiva da equipa.

Qualquer pessoa que perceba minimamente de Desporto e de Formação sabe que este processo não ocorrerá automaticamente. A Formação de atletas e a sua integração em plantéis séniores é um processo lento, complexo e que requer grande empenho e persistência da parte de todos os agentes formadores, desde os escalões Minis até ao escalão sénior. Porém, não é menos verdade que, se nunca dermos um primeiro passo no sentido de fazer das duas equipas séniores espaços privilegiados para a afirmação do jogador Madeirense e da qualidade do Processo Formador do CAB, nunca lá chegaremos, ficando condicionados à contratação de atletas com pouca ou nenhuma ligação ao CAB.

7) Unir

Porque precisamos de todos – os fundadores, os sócios antigos, os sócios recentes, os simpatizantes de agora, os simpatizantes de sempre, os pais, os treinadores, os atletas, os funcionários e todos os demais que fazem parte da nossa História e que fazem parte do nosso dia-a-dia – pois, juntos e unidos, somos muitos e somos mais fortes, continuaremos a aproximar o clube de todas as pessoas, fortalecendo laços de afecto, inserindo-as no quotidiano do clube e viabilizando a sua integração nos processos de diálogo e de tomada de decisão.

8) Diversificar as fontes de rendimento

O financiamento do clube tem sido um tema de constante reflexão e análise. Especialmente nos últimos anos de instabilidade na contratualização e pagamento dos apoios públicos, todo o clube tem sido chamado a pensar em formas que nos permitam uma menor dependência relativamente aos apoios públicos.

Em vários aspectos, o CAB tem efectuado melhorias significativas na identificação de fontes alternativas de rendimento e na exploração dos espaços do pavilhão para actividades que aportem lucro à nossa tesouraria. São também de destacar as inúmeras iniciativas de recolhas de fundo levadas a cabo pelo clube, que têm resultado na angariação de verbas importantes e que muito têm ajudado o CAB a fazer frente às despesas inerentes ao seu funcionamento e participação nas diversas competições em que está envolvido.

Apesar de tido isto, não nos damos por satisfeitos. Em 2014-2018, temos a obrigação de conquistar novos apoios à nossa actividade, quer financeiros, quer de outro género, e de continuar a merecer a confiança das empresas e instituições que a nós já se associam. Temos, também, de manter uma grande envolvência mobilizadora junto dos sócios e simpatizantes para que continuem a se associar às nossas iniciativas, ajudando-nos a recolher verbas fulcrais para o funcionamento do clube.

9) Cultivar relações de excelência com todos os agentes desportivos

Ao longo dos anos, o CAB sempre foi conhecido por ser um clube que mantinha relações de proximidade e cordialidade com os demais agentes basquetebolísticos nacionais, não só a Federação e a Associação, mas também todos os outros clubes com os quais tem estado envolvido nas competições regionais e nacionais. Este é um património importantíssimo que nos tem sido confiado pelas anteriores gerações de ‘Amigos do Basquete’ e que deve ser preservado e respeitado.

Para 2014-2018, o CAB tem de continuar a colocar o estabelecimento e a manutenção de relações de excelência com todos os agentes desportivos no centro das suas acções. Porque estamos cientes das responsabilidades que nos assistem como instituição mais representativa do basquetebol Madeirense e como um de apenas sete clubes nacionais que detêm o Estatuto de Clube Formador, a forma como nos relacionamos com a Federação, a Associação e demais clubes deve reflectir os patamares de excelência que queremos em todos os âmbitos da nossa acção.

10) Fomentar valores e princípios

Todos sabemos que vivemos em tempos nos quais há muita confusão sobre o que é certo ou errado, aceitável ou inaceitável, bom ou mau. O CAB não pode ser uma instituição que espelhe ou alimente este tipo de incertezas, mas sim uma casa onde existem Valores e Princípios, que são respeitados e seguidos por todos os que aqui trabalham e treinam.

Quando falamos de Valores e de Princípios não falamos de religião, pois isso é uma esfera da responsabilidade individual de cada um e na qual o clube não pode, nem deve, interferir. Falamos, isso sim, de ideias como o trabalho, a dedicação, o empenho, o espírito de equipa, a entreajuda, o respeito por todos e a educação. Estes são Valores e Princípios que têm de estar presentes em toda a acção do clube e que todos os que se cruzam na nossa casa – atletas, treinadores, encarregados de educação, sócios, simpatizantes, profissionais e dirigentes – têm a obrigação de observar e de difundir. Nada menos é aceitável nem exigível.

Porque estão na linha da frente no contacto com os atletas, os treinadores são os principais responsáveis por transmitir estes Valores e Princípios a todos os que envergam a camisola do CAB. Isto deve ser feito constantemente, através de palavras, mas também através de exemplos, ou seja, os treinadores têm de ter uma conduta exemplar, que espelhe aquilo que o clube quer receber de todos os seus agentes, pois só assim conseguiremos edificar uma comunidade verdadeiramente embebida num espírito positivo de construção de carácter e de personalidade. 

As ideias e os objectivos discutidos anteriormente constituem o compromisso que esta Direcção assume perante atletas, treinadores, famílias de atletas, equipas seniores, funcionários, sócios e simpatizantes.

Além de ser uma linha estratégica global, este compromisso é também a escala pela qual o nosso trabalho será medido, quando, em 2018, olharmos para trás e analisarmos o que conseguimos ou não trazer de novo a esta organização. Sem podermos prever o futuro, é o nosso desejo colectivo que, quando essa análise for feita, os dados revelem que o CAB que deixarmos à Direcção que tomar posse em 2018 seja um CAB mais sólido, mais competitivo e sempre fiel aos seus Valores.

Porém, sabemos bem que o que está escrito acima são apenas palavras – e que esta Direcção não se quer afirmar pela sonoridade das palavras que articula, mas pela eficácia dos actos que produz.

As pessoas que agora assumem os desígnios administrativos do CAB e a responsabilidade pela vida desta instituição nos próximos quatro anos estão totalmente cientes de que a única opção é o trabalho – trabalho esse que só pode ser diligente, sincero, motivado e fundamentado no profundo respeito pelas necessidades e expectativas de todos os que constituem a Família deste Pavilhão. Com lealdade e transparência para com todos, abordamos o futuro na esperança de continuar a semear o sucesso social e desportivo das gerações futuras. 

 

Francisco Gomes, Presidente da Direcção



Hino Oficial do Clube Amigos do Basquete

 

 

 
 
 
 
 
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